Revistas – História no Brasil
As revistas brasileiras também começaram com a mesma dúvida sobre quem teria sido a primeira. Em 1808 saiu o Correio Brazilense ou Armazém Literário. Quatro anos depois surgiu As Variedades ou Ensaios de Literatura. Como ambos tinham aparência de livro, o Correio passou a ser o primeiro jornal, porque alguns historiadores acharam que Variedades obedecia mais a um espírito editorial de revista, e ela virou oficialmente a número um da categoria.
Até 1830, revistas eram um produto caro, de elite, consumido pelas classes mais altas, de formação escolar avançada. O negócio nasceu quando um inglês decidiu fazer uma revista mais barata. Sabe-se que essa primeira revista popular tinha matérias leves de entretenimento, informação variada, era quase um almanaque. Como esse tipo de conteúdo interessava a uma quantidade maior de leitores, e com a ajuda do preço de capa baixo, a revista ganhou circulação e a circulação maior atraiu anunciantes.
Por sua vez, o dinheiro movimentado pelo negócio propiciou o avanço tecnológico, que aperfeiçoou os sistemas de produção e de impressão em massa, o que fez com que as revistas fossem produzidas a preços unitários cada vez menores.
A primeira revista feminina brasileira teve um nome comprido e uma vida curta: nasceu em 1827 e morreu em 1828. O título era O Espelho Diamantino, e o subtítulo dizia: “Periódico de Política, Literatura, Bellas Artes, Theatro e Modas Dedicado às Senhoras Brasileiras”. Vida curta, aliás, foi característica do nascimento de muitas revistas em todo o mundo.
Por incrível que pareça, Assis Chateaubriand já tivera a idéia de lançar uma revista ilustrada muito antes dos norte-americanos e dos europeus: O Cruzeiro é de 1927, mas o jornalismo fotográfico só foi incorporado depois do aparecimento da americana Life. Mais inspirada no modelo francês, Manchete surgiu em 1952.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Manual_Revistas 2
Revistas – História no Mundo
Enquanto os jornais sempre foram planejados para atrair o público em geral, as revistas pretendiam divulgar textos específicos. Sua evolução na Europa foi direta – dos folhetos impressos para os panfletos, e destes para os almanaques –, preenchendo a faixa intermediária entre os jornais e os livros. Considera-se que a pioneira tenha sido a publicação alemã de 1663 Erbauliche Monaths-Unterredungen (Discussões Mensais Edificantes). Iniciada por Johann Rist, poeta e teólogo de Hamburgo, ela refletia fortemente suas duas vocações e apareceu irregularmente uma vez por mês durante cinco anos.
Outras revistas de tendência religiosa ou filosófica logo se seguiram, como o Jounal des Scavans, a mais antiga revista francesa, em 1665, e a Philosophical Transactions, da Royal Society de Londres, no mesmo ano. Filosofia, religião e literatura fundiram-se na primeira revista italiana, a Giornale de’Letterati, que se originou em 1668 sob a edição do clérigo e estudioso Francesco Nazzari.
O termo magazine, surge especificamente em 1704, na Inglaterra, com um volume que se parece com livro, mas tem objetivo, público específico, com assuntos aprofundados. O magazine, de fato, é mais aprofundado que os jornais e menos do que os livros. Os títulos da época transitam por várias estéticas.
Já o francês Lê Mercure Galant por exemplo, imprime notas, anedotas e poesia. Receita que a seguir é copiada por muitos. Só em 1731, é quando surge a primeira revista parecida com nosso padrão moderno na Inglaterra, The Gentleman's Magazine. É neste ínterim que o termo magazine se generaliza e passa a ser usado na Inglaterra e França.
Nos Estados Unidos, a marca inicial é o ano de 1741, quando são fundadas a American Magazine e General Magazine. Até o final do século XVIII já haviam 100 títulos. A razão disso, foi o desenvolvimento econômico, a redução do analfabetismo e maior interesse por novas idéias e desejos de divulgá-las.
Enquanto os jornais sempre foram planejados para atrair o público em geral, as revistas pretendiam divulgar textos específicos. Sua evolução na Europa foi direta – dos folhetos impressos para os panfletos, e destes para os almanaques –, preenchendo a faixa intermediária entre os jornais e os livros. Considera-se que a pioneira tenha sido a publicação alemã de 1663 Erbauliche Monaths-Unterredungen (Discussões Mensais Edificantes). Iniciada por Johann Rist, poeta e teólogo de Hamburgo, ela refletia fortemente suas duas vocações e apareceu irregularmente uma vez por mês durante cinco anos.
Outras revistas de tendência religiosa ou filosófica logo se seguiram, como o Jounal des Scavans, a mais antiga revista francesa, em 1665, e a Philosophical Transactions, da Royal Society de Londres, no mesmo ano. Filosofia, religião e literatura fundiram-se na primeira revista italiana, a Giornale de’Letterati, que se originou em 1668 sob a edição do clérigo e estudioso Francesco Nazzari.
O termo magazine, surge especificamente em 1704, na Inglaterra, com um volume que se parece com livro, mas tem objetivo, público específico, com assuntos aprofundados. O magazine, de fato, é mais aprofundado que os jornais e menos do que os livros. Os títulos da época transitam por várias estéticas.
Já o francês Lê Mercure Galant por exemplo, imprime notas, anedotas e poesia. Receita que a seguir é copiada por muitos. Só em 1731, é quando surge a primeira revista parecida com nosso padrão moderno na Inglaterra, The Gentleman's Magazine. É neste ínterim que o termo magazine se generaliza e passa a ser usado na Inglaterra e França.
Nos Estados Unidos, a marca inicial é o ano de 1741, quando são fundadas a American Magazine e General Magazine. Até o final do século XVIII já haviam 100 títulos. A razão disso, foi o desenvolvimento econômico, a redução do analfabetismo e maior interesse por novas idéias e desejos de divulgá-las.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Imprensa É Notícia_10

Abril investirá R$ 200 milhões em internet e tecnologia
A Abril Digital está apostando forte em plataformas digitais. A empresa pretende investir R$ 200 milhões até 2012 em projetos de internet sob um príncipio fundamental: qualidade de informação e segmentação.
A iniciativa é liderada por Victor Civita Neto, mais conhecido como Titi, famoso por ter trazido a MTV para o Brasil. A estratégia de crescimento da companhia está em atacar todas as frentes possíveis como ações em internet e produção de conteúdo para celular. De acordo com o executivo, a Abril não terá um portal, mas uma gama de sites que têm como missão a liderança em seus segmentos. O lançamento do novo site da Abril, do site de blogs, do PinFotos e do Gostei é só o começo. EstratégiasA segmentação tem trazido resultados para a empresa. No ano passado o Ibope/NetRatings apontava a Abril Digital na 20ª posição no ranking de sites mais acessados. Hoje a divisão da empresa já figura na 10ª colocação. Titi ainda garante que se alguns sites que o mercado não sabe que são da Abril fossem anunciados, a empresa estaria em 5ª lugar. O responsável pela divisão digital afirmou, no entanto, que estes sites são independentes e não precisam da marca Abril Digital para sobreviver. Civita Neto afirmou que a empresa planeja se expandir investindo em marcas já conhecidas do grande público, criando outras ou comprando os direitos.As 200 contratações feitas ao longo desse ano foram essenciais para a movimentação da empresa. Profissionais experientes no universo digital, como André Almeida (ex-Disney e ESPN), para a diretoria de Ad Sales; Rodrigo Chinaglia (ex-UOL), para gerenciar o marketing; e Ruy Shiozawa (ex-Telefônica), como CTO (Chief Technology Officer) são alguns dos nomes de peso que chegam para reforçar o time.
De acordo com Titi, além de contratar os melhores da última geração é preciso fazer avaliações periódicas - trimestrais - para que os jovens sintam-se desafiados e tenham ambição. A faixa etária média de contratados fica em torno de 22 anos.O investimento em talentos traz duas consequências interessantes para o responsável pelas ações. Produtos melhores geram audiência, que acabam por tornar-se rentabilidade. O grande diferencial, segundo Titi, da equipe comercial da Abril Digital será a capacidade de entregar ao anunciante exatamente o perfil que ele quer atingir com precisão. Com intenção de criar identidade da marca para o público, a equipe comercial vai começar uma operação de larga escala para apresentar a emmpresa ao mercado publicitário. Para o público em geral ela continuará discreta. Desde 2006, quando 30% das ações do Grupo Abril foram compradas pelo grupo sul-africano Naspers, o endividamento foi diminuído e a empresa conseguiu investir no ramo de internet e não tem medo de errar. Titi afirma que os padrões do mundo digital estão sendo construídos agora.
A Abril Digital está apostando forte em plataformas digitais. A empresa pretende investir R$ 200 milhões até 2012 em projetos de internet sob um príncipio fundamental: qualidade de informação e segmentação.
A iniciativa é liderada por Victor Civita Neto, mais conhecido como Titi, famoso por ter trazido a MTV para o Brasil. A estratégia de crescimento da companhia está em atacar todas as frentes possíveis como ações em internet e produção de conteúdo para celular. De acordo com o executivo, a Abril não terá um portal, mas uma gama de sites que têm como missão a liderança em seus segmentos. O lançamento do novo site da Abril, do site de blogs, do PinFotos e do Gostei é só o começo. EstratégiasA segmentação tem trazido resultados para a empresa. No ano passado o Ibope/NetRatings apontava a Abril Digital na 20ª posição no ranking de sites mais acessados. Hoje a divisão da empresa já figura na 10ª colocação. Titi ainda garante que se alguns sites que o mercado não sabe que são da Abril fossem anunciados, a empresa estaria em 5ª lugar. O responsável pela divisão digital afirmou, no entanto, que estes sites são independentes e não precisam da marca Abril Digital para sobreviver. Civita Neto afirmou que a empresa planeja se expandir investindo em marcas já conhecidas do grande público, criando outras ou comprando os direitos.As 200 contratações feitas ao longo desse ano foram essenciais para a movimentação da empresa. Profissionais experientes no universo digital, como André Almeida (ex-Disney e ESPN), para a diretoria de Ad Sales; Rodrigo Chinaglia (ex-UOL), para gerenciar o marketing; e Ruy Shiozawa (ex-Telefônica), como CTO (Chief Technology Officer) são alguns dos nomes de peso que chegam para reforçar o time.
De acordo com Titi, além de contratar os melhores da última geração é preciso fazer avaliações periódicas - trimestrais - para que os jovens sintam-se desafiados e tenham ambição. A faixa etária média de contratados fica em torno de 22 anos.O investimento em talentos traz duas consequências interessantes para o responsável pelas ações. Produtos melhores geram audiência, que acabam por tornar-se rentabilidade. O grande diferencial, segundo Titi, da equipe comercial da Abril Digital será a capacidade de entregar ao anunciante exatamente o perfil que ele quer atingir com precisão. Com intenção de criar identidade da marca para o público, a equipe comercial vai começar uma operação de larga escala para apresentar a emmpresa ao mercado publicitário. Para o público em geral ela continuará discreta. Desde 2006, quando 30% das ações do Grupo Abril foram compradas pelo grupo sul-africano Naspers, o endividamento foi diminuído e a empresa conseguiu investir no ramo de internet e não tem medo de errar. Titi afirma que os padrões do mundo digital estão sendo construídos agora.
Imprensa É Notícia_09

Saiba quem são os donos da mídia no Brasil
Com base em mais de 20 anos de pesquisa, o site Donos da Mídia disponibiliza dados sobre o mercado de comunicação do Brasil. Nele, é possível encontrar informações divulgadas tanto pelo Governo quanto por instituições privadas.
A divulgação faz parte de um projeto iniciado pelo jornalistas Daniel Hertz, morto em 2006, e que agora chega a sua terceira fase. De acordo com o coordenador do projeto, James Görgen, a concretização dessa fase só foi possível porque o avanço da tecnologia permitiu que a automatização do banco de dados.
As informações mostram a estrutura das mídias e quem são seus proprietários. Um dos aspectos abordados na pesquisa é o número de veículos controlados por políticos. Outro ponto importante levantado é a questão do controle, direto ou indireto, dos meios de comunicação por um pequeno grupo de empresas.
Segundo Görgen, o decreto lei 236 de 1967 diz que uma entidade não pode controlar diversas emisoras."A questão é que entidade, antigamente, era pessoa física. A entidade virou pessoa jurídica e eles controlam por vários nomes diferentes”, completa ele.
No topo dessa lista, está a Rede Globo que controla 340 veículos através de 35 grupos. Em seguida aparece o SBT, com 205 veículos; a Band, com 172 e a Record, com 163.
Fonte: Redação Adnews, com informações do Comunique-se
Com base em mais de 20 anos de pesquisa, o site Donos da Mídia disponibiliza dados sobre o mercado de comunicação do Brasil. Nele, é possível encontrar informações divulgadas tanto pelo Governo quanto por instituições privadas.
A divulgação faz parte de um projeto iniciado pelo jornalistas Daniel Hertz, morto em 2006, e que agora chega a sua terceira fase. De acordo com o coordenador do projeto, James Görgen, a concretização dessa fase só foi possível porque o avanço da tecnologia permitiu que a automatização do banco de dados.
As informações mostram a estrutura das mídias e quem são seus proprietários. Um dos aspectos abordados na pesquisa é o número de veículos controlados por políticos. Outro ponto importante levantado é a questão do controle, direto ou indireto, dos meios de comunicação por um pequeno grupo de empresas.
Segundo Görgen, o decreto lei 236 de 1967 diz que uma entidade não pode controlar diversas emisoras."A questão é que entidade, antigamente, era pessoa física. A entidade virou pessoa jurídica e eles controlam por vários nomes diferentes”, completa ele.
No topo dessa lista, está a Rede Globo que controla 340 veículos através de 35 grupos. Em seguida aparece o SBT, com 205 veículos; a Band, com 172 e a Record, com 163.
Fonte: Redação Adnews, com informações do Comunique-se
Imprensa É Notícia_08
Revista New York leva cinco prêmios de "melhor capa" nos EUA
Nesta segunda-feira (06/10), a American Society of Magazine Editors (ASME) divulgou a lista de vencedores de seu prêmio Best Magazine Cover (Melhor Capa de Revista) de 2008. O resultado aponta a New York como sendo a grande vitoriosa, levando o primeiro lugar em cinco das oito categorias.
A edição que traz como assunto principal o escândalo sexual que envolveu o governador de Nova York, o democrata Eliot Spitzer, ficou com os títulos de "capa do ano", "melhor capa de notícia" e "melhor chamada de capa".
Outras publicações premiadas foram a New York Look e Vanity Fair - empatadas na categoria de melhor capa de moda - e a Texas Monthly, que ficou no quesito "serviços" e "celebridade".
Fonte: Portal Imprensa
Nesta segunda-feira (06/10), a American Society of Magazine Editors (ASME) divulgou a lista de vencedores de seu prêmio Best Magazine Cover (Melhor Capa de Revista) de 2008. O resultado aponta a New York como sendo a grande vitoriosa, levando o primeiro lugar em cinco das oito categorias.
A edição que traz como assunto principal o escândalo sexual que envolveu o governador de Nova York, o democrata Eliot Spitzer, ficou com os títulos de "capa do ano", "melhor capa de notícia" e "melhor chamada de capa".
Outras publicações premiadas foram a New York Look e Vanity Fair - empatadas na categoria de melhor capa de moda - e a Texas Monthly, que ficou no quesito "serviços" e "celebridade".
Fonte: Portal Imprensa
Imprensa É Notícia_07
Crise global ameaça jornais gratuitos

Uma crise mundial está afetando a circulação dos jornais gratuitos. Na última semana, executivos de publicações de diversos países se reuniram em Madrid para discutir soluções para recuperar o crescimento do setor.
O especialista em jornais gratuitos da Universidade de Amsterdã Piett Bakker, apresentou dados que confirmam a queda de circulação dos periódicos. Segundo as estatísticas, no mês de setembro na Europa circularam 300 mil exemplares a menos do que em 2007.
Mesmo assim, Bakker disse que os lançamentos asiáticos e sul-americanos elevaram a circulação global em 2%. Hoje existem 230 jornais gratuitos em 50 países.
De acordo com o jornalista Philip Stone do site Follow the Media, a Metro International enfrenta muitas dificuldades atualmente. A empresa que é considerada a maior distribuidora de jornais gratuitos no mundo, registrou um prejuízo de 1,9 milhão no segundo trimestre de 2008 em relação ao lucro de 1 milhão no mesmo período
do ano passado.
Mesmo tendo mais de 20 milhões de leitores em 20 países, a Metro teve que fechar operações deficitárias, como a da Crácia, e vem tentando transferir publicações deficitárias na Filadélfia, Nova York e Boston.
Para tentar conter a crise, a empresa ainda concluiu a venda de 35% de sua subsudiária sueca. Além disso, vendeu 24,5% do metroXpress na Dinamarca para a JP/Politiken em troca do jornal 24 Timer.
Fonte: Redação Adnews
Assinar:
Postagens (Atom)


